Temos vindo a assistir ao mais renhido jogo de poker de sempre, com um conjunto de jogadores aguerridos, mas com muito pouco para dar. De um lado o governo com uma mão cada vez mais fraca e do outro a oposição com cada vez menos trunfos e medo da próxima jogada.
PCP e BE ainda a primeira ronda estava a começar, mal tinham visto as suas cartas e já estavam a anunciar a sua desistência, ficava assim este jogo reduzido a três jogadores.
Começou aqui o verdadeiro jogo de bluffs, principalmente à medida que se ia vendo que haveria uma terceira desistência, não foi com surpresa que um CDS-PP com menos “fichas” agora que na altura das eleições abandona este jogo.
Ficamos assim reduzidos aos dois principais jogadores, (que quando não estão a jogar estão a dançar tango), sabendo que nenhum pode arriscar muito, começam a apostar fortemente no bluff, tentando assim assustar o oponente. De um lado o PSD ameaça o chumbo do orçamento, do outro o governo avisa que se tal acontecer eles se demitem.
Ainda assim em mais uma ronda de apostas o governo não parece assustado com o chumbo e apresenta um orçamento que não tem em conta qualquer aviso vindo dos seus oponentes, o PSD num contra bluff avisa mais seriamente que chumba mesmo o orçamento, mas ainda assim expõem as suas cartas e decide ir a jogo. Porque sentem que este desafio não interessa a mais ninguém, nem decide o futuro (duvidoso) do país, transferem esta acesa disputa para um lugar mais privado (e as pessoas ainda dizem que os políticos não fazem nada, até ao fim de semana trabalham, ou será que foram dançar um tango?).
Cheio de vontade de entrar em jogo está o Sr. Presidente da Republica, mas auto-suspende a sua participação com receito que em Janeiro lhe retirem a licença.
Do lado de fora, a assistir a tudo isto, estamos todos nós, cada vez com menos esperança de ver sequer um par em qualquer das mãos dos partidos, parece-me que lá só há duques e cenas tristes ou quando muito uma sequencia de medidas perdidas.
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